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O
psicólogo alicerça as suas atividades profissionais no respeito absoluto pela
dignidade e pelos direitos da pessoa humana.
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O psicólogo reconhece e aceita as
diferenças entre pessoas sem qualquer discriminação baseada
no sexo,
idade, nacionalidade, raça e etnia, situação sócio-econômica,
educação, condição de saúde, credo, opções políticas ou morais,
estado civil ou orientação sexual.
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Com o seu
trabalho, o psicólogo busca criar condições para o desenvolvimento do potencial
humano existente em cada pessoa, em direção a uma crescente autonomia e a modos
de vida mais satisfatórios e realizadores.
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O
psicólogo sabe que a relação terapêutica é, pela sua própria natureza,
confidencial. A obrigação de guardar segredo recai sobre toda a informação
pessoal acerca de um paciente e das suas circunstâncias de vida.
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O
psicólogo, quando utiliza dados confidenciais em publicações,
intervenções públicas, investigação ou situações de
ensino-aprendizagem, mantêm o anonimato dos seus pacientes,
camuflando as informações pessoais.
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O psicólogo garante, pelos meios ao seu
alcance, a reserva dos registros e arquivos com informações confidenciais sobre os seus pacientes.
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No
trabalho com grupos ou famílias, o psicólogo apresenta o sigilo como responsabilidade de todos os participantes. O psicólogo mantém confidencial a
informação que possuir particularmente sobre os membros desses grupos.
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O
psicólogo, ao realizar provas ou testes de avaliação, respeita o direito de
informação do paciente, explicando-lhe detalhadamente os objetivos e os
resultados, interpretações, conclusões e respectivas fundamentações. Em toda a
informação transmitida ao paciente, o psicólogo utiliza uma linguagem que este possa compreender e disponibiliza-se para prestar todos os
esclarecimentos que o paciente julgar necessários.
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Quando os
testes são efetuados a pedido de terceiros, o psicólogo informa o sujeito da
avaliação, das conclusões e dos conteúdos do seu relatório. No relatório são
incluídas apenas informações pertinentes aos objetivos que conduziram à
realização dos testes.
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O
psicólogo, ao iniciar o relacionamento profissional com um paciente, informa-o
das suas qualificações e métodos de trabalho, dos honorários e formas de pagamento. Utilizando
uma linguagem clara, confirma que o paciente compreendeu integralmente as
informações, de modo a que possa exercer o seu direito de consentimento
informado.
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Trabalhando com pessoas incapazes de dar um consentimento informado ou com
menores, o psicólogo obtém o consentimento do representante legal desses
pacientes e atua sempre no sentido de salvaguardar o melhor interesse destes.
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Tendo
conhecimento de que o paciente ou o potencial paciente já tem um outro
acompanhamento profissional semelhante, o psicólogo clarifica cuidadosamente a
situação, minimizando o risco de conflito e confusão. Sem perder de vista o bem
estar do paciente, pode, ainda, pedir-lhe autorização para falar com o outro
profissional.
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Em caso
algum, o psicólogo alicia para os seus serviços alguém que já seja paciente de
um outro profissional.
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O
psicólogo termina uma relação profissional quando o paciente já não está
claramente a se beneficiar dela.
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Se o
psicólogo não possuir as condições pessoais ou contextuais para iniciar ou
continuar a manter uma relação profissional com um paciente, assegura o seu
acompanhamento por um colega, salvaguardando o direito de assistência do
paciente.
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O
psicólogo mantém com os seus pacientes um relacionamento estritamente
profissional. Consciente do grande poder de influência que a sua profissão
proporciona, não explora nem alimenta a dependência dos seus
pacientes e evita as relações que possam prejudicar o seu discernimento e
intervenção profissional. Em particular, recusa qualquer forma de intimidade
sexual com os seus pacientes ou atitudes que influenciem os valores pessoais
destes.
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O psicólogo só presta serviços para os quais tenha recebido formação adequada.
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Sendo da
sua singular responsabilidade a manutenção dos mais altos padrões de competência
e desempenho profissional, o psicólogo mantém atualizados os seus conhecimentos
científicos e técnicos relacionados com os serviços que disponibiliza. Quando as
circunstâncias profissionais o exigem, o psicólogo procura conhecimentos,
conselho e treino com pessoas ou grupos específicos.
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O
psicólogo não esquece que, para manter o mais alto nível de desempenho
profissional, precisa investir de forma contínua no seu desenvolvimento, como
pessoa e profissional.
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Sensível
aos valores da comunidade em que está inserido, o psicólogo conduz o seu
comportamento pessoal com grande prudência para que não tenha consequências
negativas no desempenho profissional e na credibilidade dos colegas e da sua
profissão.
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O
psicólogo deve procurar manter com os seus colegas e demais profissionais
relações caracterizadas pelo respeito, confiança, lealdade e colaboração. A
solidariedade profissional, compromisso essencial de todo psicólogo, é
dedicada à promoção dos melhores interesses dos pacientes.
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Em
quaisquer relações com outros profissionais, o psicólogo trabalha exclusivamente
na esfera da sua competência, reconhecendo as áreas específicas e independentes
das outras profissões.
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Mesmo quando não existem relações
formais com profissionais de outras áreas, o psicólogo, quando
necessário, tudo faz para que sejam assegurados outros serviços
profissionais de que os seus pacientes necessitam.
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O
psicólogo tem em grande apreço o apoio e incentivo aos colegas mais novos e com
menos experiência, aceitando facilitar a sua inserção e desenvolvimento
profissional.
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No
exercício da sua profissão, o psicólogo é totalmente responsável pelos seus atos
e trabalha sem qualquer subordinação técnica à profissionais de outras áreas.
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O
Psicólogo, ao anunciar publicamente os seus serviços, utiliza linguagem
descritiva, rigorosa e objetiva, e nunca valorativa, mesmo que seja necessário
utilizar termos correntes, de modo que os potenciais pacientes possam optar com
liberdade, lucidez e responsabilidade.
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O
psicólogo procura evitar que terceiros, de forma direta ou indireta, promovam
publicidade em seu favor que atente contra a dignidade da sua profissão ou
infrinja as normas de seu código de ética.